Prefeito do PP é acusado de desviar R$ 4 milhões dos cofres da prefeitura de Manoel Urbano

Quarenta dias. Esse é o tempo determinado pela CPI criada pela Câmara Municipal de Manoel Urbano, para cassar em definitivo, o prefeito Manoel da Silva Almeida contra quem pesa acusações fortes, entre elas, a de suposto desvio de R$ 4 milhões de impostos arrecadados da construção da BR 364.

O ponto de encontro foi na esquina do Baião, em Rio Branco. Na conversa com o vereador progressista, Francisco Charliton – PT, nem parecia que ali tinha um homem ameaçado de morte.

- Eles ameaçaram a mim e toda minha família, meus filhos que estudam em Rio Branco – denunciou.

Destemido e sem medo, Charliton disse que as evidências contra Manoel Almeida são fortes. As provas robustas apresentadas em um relatório com mais de 200 páginas, foram encaminhadas pelo filho do prefeito, Jansen Almeida, que era secretário de finanças. Além do suposto desvio de recursos dos impostos pagos nas obras de construção da BR 364, existe também a suspeita de um barco hospital avaliado em R$ 120.000,00, que foi abandonado às margens do Rio Purus e engolido pelas águas no final do ano passado. O motor do barco havia sido retirado antes e tomado rumo ignorado.

- A pressão popular para afastar o prefeito é muito grande. Mas de 800 pessoas lotaram a Câmara pedindo a cabeça dele. Não tem jeito – assegurou.
Depois da instalação de duas CPI’s, Almeida não ganhou nenhuma ação judicial movida na tentativa de voltar à prefeitura. Em parecer dado pelo promotor Flávio Bussab Della Libera, o prefeito afastado continuou fora do cargo. O apelo agora, será julgado pelos membros do Pleno do TJ. Caso seja mantida a decisão judicial, Almeida em tese, só volta dia 23 de julho.



- Mas com certeza ele não volta. Temos os votos de sete vereadores para cassá-lo – garantiu Charliton.

Para aumentar o inferno astral vivido pelo prefeito, ele ainda foi condenado a devolver aos cofres públicos, através da Divisão de Convênios e Gestão do Ministério da Saúde, R$ 72 mil , cifra destinada à  compra do aparelho de Ultrassonografia que se encontra no Posto de Saúde Inácio Ribeiro Dantas sem nenhuma utilidade. Almeida também é acusado de abandonar a execução de serviços essenciais como a limpeza pública.

- O vice-prefeito caiu nas graças do povo, com ações simples como a limpeza de ruas. Nem isso acontecia mais – concluiu o vereador.
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